sábado, 14 de maio de 2016

PIOLHO E BICHO DE PÉ

1 FTIRÁPTEROS


Os ftirápteros também conhecidos como piolhos, são parasitas que provocam infestações de forma muito rápida, já que se desenvolvem com grande facilidade. Da mesma maneira, é também um problema de fácil contágio. A infestação por piolhos, também chamada de pediculose, causa dermatoses, que são provocadas pela sua picada. Este parasita alimenta-se de sangue, e como tal, pica a pele para retirar o seu alimento. Além de fazer picadas para se alimentar a cada 3 horas, injeta ainda uma substância para anestesiar a pele.
Piolho é um inseto que não voa, não pula e pode parasitar o couro cabeludo, corpo e região pubiana, se alimenta de sangue humano, vive em torno de 30 dias dependendo da espécie, a fêmea pode colocar até 300 ovos durante sua vida.


               

1.1 PEDICULUS HUMANUS


O Pediculus humanus é o piolho causador da pediculose, uma espécie de piolho da família Pediculidae que parasita os seres humanos, especialmente crianças e adolescentes, e a sua infestação causa a pediculose.

A espécie Pediculus humanus é dividida em três subespécies:

1.1.1 Pediculus humanus humanus:


O Pediculus humanus também chamado de Pediculus humanus corporis ou piolho do corpo infesta o corpo, pode ser conhecido também como muquirana vive agarrado à roupa e é mais comum nos países frios. É mais frequente nos casos em que os hábitos de higiene são precários, eles parasitam o corpo, principalmente ombros, nádegas e coxas. Na maior parte dos casos, essas infestações causam coceira e erupções, normalmente na cintura, a coceira pode ocasionar feridas e infecções secundárias.
O ciclo é auto xênico e inicia com a ovipostura. Os ovos necessitam de 4 a 14 dias para completarem a incubação. Após a eclosão, surgem as ninfas, que atingem o estádio adulto em 2 semanas. A maturidade sexual nos adultos ocorre em 4 horas, com cópula imediata. Sobrevivem de 3 a 4 semanas; ovipostura de aproximadamente 300 ovos. Geralmente as lêndeas podem ser encontradas aderidas as fibras dos tecidos das roupas, assim como o próprio inseto.
O simples hábito de trocar e lavar regularmente as roupas (com água quente e detergentes) foi suficiente para diminuir drasticamente a incidência dessa parasitose no homem.
As picadas causam inflamação aguda da pele e prurido pode causar lesões na pele nos locais da picada, com possível veiculação de doenças oportunistas como tétano, gangrenas gasosas e micoses. Essa infestação pode ocasionar algumas complicações severas como:



1.1.1.2 FEBRE DE TRINCHEIRA


A febre de trincheira causada por piolho do corpo ocorreu pela primeira vez durante a Primeira Guerra Mundial, alcançando proporções de epidemia na Segunda. Atualmente, pessoas desabrigadas nos Estados Unidos, por vezes, são diagnosticadas com esta doença.
Após a primeira Guerra Mundial, febre das trincheiras tornou-se dormente, até que ele ressurgiu como uma epidemia na frente Leste Europeu durante a Segunda Guerra Mundial. Desde a Segunda Guerra Mundial, a febre de trincheira clássico quase desapareceu como uma entidade clínica.
O vetor de febre das trincheiras foi, evidentemente o piolho do corpo, pediculus corporis que infeccionou-se alimentando do sangue de soldados infectados, a propagação foi pela migração do piolho e infecção do hospedeiro novo por picada de inseto ou coçar a pele que foi contaminada por excrementos de piolho. Excrementos permaneceram infecciosos por longos períodos, semanas ou meses.

1.1.1.2.1 SINTOMAS
Essa doença é caracterizada pela rápida chegada de febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e erupções no peito e nas costas. Os surtos de febre ocorrem a cada quatro ou cinco dias. Dentro de alguns meses, a febre pode passar, mas, em uma pequena porcentagem da população infectada (por volta de 5%), a doença vira crônica.

1.1.1.2.2 TRATAMENTO
Medicamentos segundo prescrição médica.

1.1.1.2.3 PREVENÇÃO
A higiene pessoal e dos ambientes é essencial para evitar a proliferação desta doença.


1.1.1.3 FEBRE RECORRENTE


A febre recorrente, causada pela bactéria Borrelia recurrentis, é mais comum na Ásia, África, América Central e do Sul, mas também já foi relatada no Sudão e na Etiópia.

1.1.1.3.1 SINTOMAS
Essa doença é caracterizada pelo rápido aparecimento de uma febre que dura entre três e seis dias, seguida por um surto de febre que pode durar até três dias. As pessoas infectadas podem não apresentar sintomas por semanas, antes de ter uma recorrência, 10% daqueles infectados morrem quando a febre ocasiona outros sintomas, como calafrios, sudorese e temperatura e pressão muito baixas.

1.1.1.3.2 TRATAMENTO
O profissional de saúde irá encontrar a melhor medicação, geralmente essa febre é tratada com medicamentos solicitados pelo medico, já a enfermagem vai orientar em adquirir hábitos de uma higiene mais meticulosa, orientar para tomar as medicações corretamente conforme prescrição.

1.1.2 Pediculus humanus capitis:


Conhecido como o piolho da cabeça ou couro cabeludo, quando uma pessoa tem prurido intenso na cabeça, é sinal que ela pode estar com piolhos – ou pediculose do couro cabeludo. A pediculose pode ser confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo. As lêndeas são os ovos dos piolhos, são “pontinhos” brancos que ficam agarrados aos fios dos cabelos. Já o piolho é o parasita, estes ficam caminhando pelo couro cabeludo.

1.1.2.1 SINTOMAS


É possível identificar a infestação de piolhos quando a coceira é tão intensa que pode provocar pequenos ferimentos na cabeça. Por isso, é preciso retirar as lêndeas com pente fino, uma vez que os medicamentos só matam os piolhos. Se as lêndeas continuarem nos cabelos, voltará a ter piolhos.

1.1.2.2 TRANSMISSÃO


Pode-se contrair piolhos ao entrar em contato com o inseto ou com seus ovos, que costumam eclodir em cerca de uma semana, aproximadamente.

1.1.2.2.1 VETORES DE TRANSMISSÃO

·                    Via contato com uma pessoa que já tenha piolho. Isso é muito comum entre crianças e pessoas de uma mesma família, que moram no mesmo local, compartilham de determinados objetos de uso pessoal e que interagem de perto entre si.
·                    Armazenar roupas infestadas de piolhos em armários ou guardar itens pessoais, como travesseiros, cobertores, pentes e brinquedos de pelúcia pode permitir que os piolhos se espalhem pelo guarda-roupa ou pela casa.
·                    Itens compartilhados entre amigos ou familiares, como roupas, fones de ouvido, escovas de cabelo, pentes, enfeites de cabelo, toalhas, cobertores, travesseiros e brinquedos de pelúcia.

1.1.2.3 TRATAMENTO


Existe no mercado farmacêutico remédios específicos para combater essa espécie de piolho e suas lêndeas. O tratamento deve ser iniciado imediatamente, uma vez que a afecção dissemina-se rapidamente pelo corpo.
Antibióticos sistêmicos e corticosteroide tópico podem ser necessários caso haja complicações, e antipruriginosos para combater o prurido intenso, caberá ao profissional de saúde decidir o que será conveniente. Deve-se orientar todos os membros da família, pois estes precisam ser tratados, para que não ocorra uma reinfestação.


1.1.3 Pthirus púbis


Esta espécie Pthirus púbis conhecida também como chato, piolho púbico, piolho-da-púbis ou piolho-caranguejo é o causador da pediculose pubiana. A pediculose pubiana é o nome utilizado para designar quando uma pessoa está infestada com o piolho pubiano. A pediculose pubiana pode ser conhecida também como pitiríase, ftiríase, pitirose ou fitirose.
O piolho pubiano é um inseto ectoparasita dos seres humanos. É geralmente encontrado nos pêlos pubianos, mas também pode viver em outras áreas onde o cabelo seja mais grosso, incluindo os cílios.
Este piolho vive agarrado aos pelos da região genital, atingindo, portanto, homens e mulheres a partir da puberdade. Podem ainda viver nos pelos da parte inferior do abdome, coxas e nádegas.
Esta infestação pelo piolho-da-púbis é mais frequente em zonas de maior densidade capilar, mas qualquer zona do corpo pode ser infestada. No caso deste ectoparasita ele dá preferência aos pelos da zona genital e da região perianal. Nos homens, principalmente, os chatos e os ovos também podem ser encontrados nos pelos das axilas, abdômen, na barba e no bigode. Este problema, devido às picadas dos piolhos, causa um grande prurido na pele, provocando coceira. A infestação por chatos é facilmente transmissível para outras pessoas, bastando o contato direto ou o uso partilhado de objetos pessoais relacionados com as zonas afetadas.



1.1.3.1 SINTOMAS


Os sintomas surgem de uma a duas semanas após a infestação, podendo, em alguns casos surgir em menor tempo, se o paciente já apresentou infestação prévia pelo piolho. Coceira intensa nos locais afetados é a principal queixa do paciente. O piolho pubiano é muito pequeno e, ao exame, o que se percebe são pequenos pontos pretos aderidos à base dos pelos, bem junto à pele.


1.1.3.2 TRANSMISSÃO

A transmissão se dá principalmente pelo contato sexual, e localiza-se geralmente na região genital.

1.1.3.3 DIAGNÓSTICO


O diagnóstico pode ser feito pela observação dos piolhos e das lêndeas na base dos pelos e da presença de parasitas na pele da região afetado. A única forma de evitar a pediculose pubiana é impedir o contato com os piolhos e a fixação das lêndeas.

1.1.3.4 TRATAMENTO


O tratamento da pediculose pubiana consiste no uso de medicamentos específicos para o extermínio dos parasitas nas áreas afetadas, normalmente em duas aplicações, com intervalo de sete dias entre uma e outra. Existe também um tratamento com medicação via oral, sob a forma de comprimidos, em alguns casos, pode-se associar os tratamentos oral e local. O tratamento mais indicado para cada caso deve ser definido pelo dermatologista.

1.1.3.5 COMPLICAÇÕES


A maior parte dos infestados pelos piolhos não têm complicações, porém em alguns casos a mordida dos piolhos pode causar alergia, geralmente causadas pelo ato do coçar, resultando em prurido intenso que pode causar lesões cutâneas, dermatites entre outros.

2 TUNGÍASE


A tungíase é uma ectoparasitose da pele associada geralmente à pobreza, causada pela pulga Tunga penetrans. Constitui um problema de saúde pública em comunidades carentes. Trata-se de um ectoparasito obrigatório em animais homeotérmicos, cuja fêmea ovígera penetra na pele do hospedeiro para fazer hematofagia e maturação dos ovos, provocando o dilaceramento dos tecidos epiteliais, causando intenso prurido, inflamação e edema. É conhecida popularmente como "bicho de pé", "bicho-de-porco", "pulga-da-areia", entre outros.
É a menor das pulgas, tendo o inseto adulto 1mm de comprimento. Como é característico das pulgas, tem ausência de asas e o corpo achatado lateralmente, além da fronte terminando em ponta aguda, favorecendo a penetração na pele do hospedeiro. Não possui ctenídeos.
Adultos vivem em lugares de solo arenoso, quentes e secos, sendo abundantes em chiqueiros de porcos e peridomícilio. O bicho de pé dificilmente será encontrado em áreas urbanas ou locais de clima ameno ou frio. São exclusivamente hematófagas. A fêmea grávida penetra na pele do hospedeiro, deixando apenas a extremidade posterior em contato com a atmosfera para respirar. Com o acúmulo de ovos seu abdômen se expande, atingindo o tamanho de um grão de ervilha. Em torno de 100 ovos são expelidos, os quais, em chão úmido e sombreado, darão origem às larvas e pupas. Depois de 15 dias, em média, o corpo da fêmea é expulso pela reação inflamatória da pele. As localizações preferenciais da fêmea parasita são a sola dos pés, espaços interdigitais e sob as unhas.







1.1 CAUSAS


A infecção por bicho de pé acontece quando há contato direto da pele com o solo contaminado. A fêmea do bicho de pé, uma vez que penetrou na pele do indivíduo, começa a sugar o seu sangue para alimentar os parasitas que está gerando. Dessa forma, entendemos que toda a fêmea causadora da tungíase está grávida de outros parasitas.
Conforme a fêmea suga o sangue do hospedeiro, ela começa a produzir ovos de parasitas, que se desenvolvem, nascem e são posteriormente eliminados no solo. Os principais hospedeiros são o homem e animais endotérmicos.

1.2 SINTOMAS


Os sintomas variam, pode ocorrer desde ligeiro prurido até reação inflamatória que prejudica a deambulação. Algumas infecções secundárias podem acontecer após saída do adulto por Clostridium tetani (tétano), Clostridium perfringens e outras espécies (gangrena gasosa) ou fungos (Paracoccidioides brasiliensis).


1.3 CICLO DA TUNGÍASE

 


1.            Ovo – mede entre 600-320 micrômetros;
2.            Larvas – saem dos ovos de 1 a 6 dias depois da postura e ficam parcialmente enterradas no solo arenoso;
3.            Pupa – se forma 5 a 11 dias após a eclosão da larva. O casulo é protegido por grãos de areia. O processo de metamorfose da pupa se completa em 9 a 15 dias;
4.            Adultos – a fêmea não fertilizada suga sangue do hospedeiro e em seguida começa a escavar a pele. Acomodada na cavidade, ela fica com a parte posterior do abdômen volta para a superfície da pele e é fertilizada por uma pulga macho.
5.            Tem início o processo de hipertrofia do abdômen que chega ao tamanho de uma ervilha. Geralmente três dias depois da penetração, surge um halo branco ao redor de um ponto negro. No momento do maior crescimento abdominal, a pulga, que era a menor do mundo, agora tem um diâmetro de 5 a 10 mm, o que corresponde a um aumento de volume de 2000 a 3000 vezes. Esse abdômen tão aumentado abriga entre 100 e 200 ovos estão maduros e prontos para ser dispersos. Cerca de 3 semanas após penetrar a pele, a fêmea morre.

1.4 TRATAMENTO


O tratamento da tungíase consiste em eliminar o bicho de pé da pele e evitar infecções secundárias. Conforme a necessidade o profissional de saúde encontrará a melhor opção de tratamento, podendo ser medicamentos antiparasitários tópicos, como pomadas ou cremes, medicamentos antiparasitários orais, remoção por pinça e remoção por curetagem, caso o bicho de pé esteja cheio de sangue e não possa ser removido apenas com pinça. Após a remoção por curetagem, antibióticos tópicos são aplicados.

1.5 COMPLICAÇÕES


Se não for tratada, a tungíase pode evoluir para gangrena e necrose dos tecidos, os quais nem sempre podem ser recuperados. Há também o risco de a erupção causada pela tungíase ser porta para entrada de outros organismos, como bactérias. Um bom exemplo é o caso do tétano. Essas podem causar uma infecção secundária no local, tornando o tratamento mais difícil.
A tungíase dura entre quatro a seis semanas, porém, em áreas de risco as infecções podem ser frequentes e avançar para formas mais graves. Um mesmo indivíduo pode apresentar vários parasitas em diferentes estágios de desenvolvimento.

 

Um comentário:

  1. Adicione por favor a fonte da matéria: http://www.especialista24.com/piolhos-e-lendeas-remedios-tratamento-prevencao/ . Caso não inclua o link para a fonte da matéria sugerimos que elimine o artigo com a maior brevidade possível.

    Atentamente,
    Gestão www.fotosantesedepois.com
    Rui Guerreiro

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